Viajar é um dos grandes prazeres da minha vida. O nosso mochilão começou, ao menos para mim, no dia em que decidimos qual seria o nosso roteiro e, então, compramos as passagens. Já estava viajando quando pesquisava albergues, trens, passeios, restaurantes, baladas, enfim, todos os lugares que gostaria de visitar quando chegasse aos nossos (porque afinal foram 11 cidades) destinos.
Enquanto estava aqui em São Paulo, planejando todos os mínimos detalhes, já estava viajando dentro de mim mesma, criando expectativas e cultivando sonhos sobre os lugares que eu iria conhecer, as experiências que viveria, as pessoas que encontraria no meio de caminho. Esse planejamento todo já deu um gostinho especial e incrivelmente prazeroso à nossa viagem.
No entanto, ainda que dentro de mim eu já estivesse viajando, de fato ainda estava em São Paulo, vivendo a minha rotina, dormindo todas as noites no meu quarto.
Foi só no dia 27 de julho que a nossa tão esperada viagem se concretizou exteriormente, de forma que eu finalmente pudesse senti-la e deixasse de apenas imaginá-la. Senti-la com todos os sentidos (e senti prazeres inesquecíveis): quitutes deliciosos, desde escargots parisienses até gelatos italianos; experimentei o calor infernal da Itália, e o refrescante rio no Englischer Garten em Munique; comprei perfumes deliciosos na Espanha, mas tive que encarar o desagradável cheiro humano (em um verão de 35°) nos metros de diversas cidades ; escutei melodias maravilhosas e inesquecíveis, como no festival de Jazz em Praga e as típicas guitarras espanholas em Barcelona; inundei os olhos com tantas belezas arquitetônicas, artísticas, naturais.
A Europa chega a ser inebriante, pois parece que todos os meus sentidos estava aguçados 24h por dia. E eu quis aproveitar cada segundo, cada estímulo, cada beleza que estava na minha frente. Acredito que consegui. Aproveitei ao máximo, e por isso estou esgotada...
Mas não parei de viajar... não parei de viajar, porque no momento em que pousei em São Paulo e encontrei a minha família quis contar tudo o que eu fiz, tudo o que eu vi, tudo o que me encantou. E o delicioso é que relembrando e contando da nossa viagem eu consigo aproveitá-la mais uma vez, viver novamente milhares de lembranças que estarão guardadas para sempre na minha memória. E assim eu posso viajar de novo, quantas vezes eu quiser, voltar sempre que tiver vontade para os lugares que mais gostei, visitar os amigos que fiz, ouvir as músicas que me encantaram.
Viajar dentro de nós mesmos é fácil. Basta escolher o destino. O resto fica para a imaginação. E podemos viajar todos os dias, fazendo pequenos planos de novas viagens sempre que quisermos, algumas que se concretizarão, outras que talvez fiquem para sempre em nossos planos, como eternos sonhos.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Todos os dias viajamos...
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