Roma é uma cidade intrigante; às vezes, parece São Paulo, com o trânsito caótico, as pessoas espertinhas, a pressa de cidade grande. Mas de repente surge na esquina de uma grande avenida um monumento histórico, cheio de lembranças e contos e vidas passadas. Isso não deixa de me impressionar. Enquanto estava vislumbrando o Colosseo, por exemplo, ficava imaginando a vida durante o Império Romano. Apenas 100 dias após sua abertura ao público, 5.000 animais selvagens já haviam sido mortos frente aos 50.000-70.000 espectadores romanos, que assistiam ao "espetáculo" em lugares baseados pela classe social. É enorme, e entretia as pessoas com a política do pão e circo, sustento básico e diversão, tirando espaço na rotina dos cidadãos para estudos políticos, críticas ao governo, educação política. Parece familiar, não? E então fico pensando até que ponto mudamos.. Até que ponto o "velho" se diferencia do "novo". Até que ponto aprender a história realmente ajuda a prevenir-se, a evoluir. Enfim, o Colosseo é imperdível.
Passear pelo foro romano também. Dá para vividamente imaginar os romanos andando por lá, com mercadorias talvez, passeando pelas ruazelas com as fontes, as escadas, os arcos..
Já ontem a visita foi ao Vaticano. A Basílica de São Pedro merece a palavra que melhor lhe descreve: imponente. Você se sente minúsculo ali, mais uma formiguinha do formigueiro. É de tanta riqueza que não parava de pensar o quão capitalista a Igreja Católica realmente é! Mas o que realmente me deixou feliz lá foi ver a Pietá, de Michelangelo. Tinha vontade de abraçá-la, tamanha a riqueza do movimento.
Alem disso, foi la que completamos a triade de subir os 3 maiores domos do mundo: 409 degraus em Londres, 463 em Firenze e 551 no Vaticano! 551!! E fomos de escada mesmo. Mas imagine a vista... Viamos a cidade inteira!
Na verdade, os autores renascentistas são os que nunca deixam de me impressionar. Principalmente Da Vinci, Rafael e Michelangelo. Da Vinci pela diversidade, curiosidade, inovação, geniosidade, ousadia e brilhantismo; Rafael pela racionalidade, pelos significados ocultos em todas as obras, pelas pinceladas significativas; e Michelangelo pelo talento, pela facilidade de expressar emoções, sentimentos, movimentos e reações. Cada um lidando de forma diferente com a Igreja, com seus ideais, com as suas obras, com os seus métodos.. E mesmo assim, cada um deixando a sua marca no mundo. Adoro. Pensei muito nisso na Capela Sistina. Michelangelo pintou o teto quando tinha 33 anos, e demorou quatro anos para terminar. Depois, com um pouco mais de 60 anos, comecou a pintar o Julgamento Final, na parede do altar, e demorou seis anos para terminar. Incrivel a dedicacao...
Por fim, não podíamos deixar de fazer um pedido à Fontana di Trevi, jogando uma moeda enquanto de costas para a fonte. Quem resistiria?
Baci di Roma!
PS: Nao consigo postar as fotos que tiramos porque o wi-fi daqui e muito ruim..
PPS - Como reconhecer um bom gelatto italiano: procure o gelatto de banana. Se estiver com cor amarelada, e feito artificialmente, entao dispense. Se estiver com uma cor acinzentada, e caseiro, entao pode pegar qualquer um que vai ser otimo. O meu preferido definitivamente e o de Nocciola!
PPPS: MEDO dos mafiosos que pagaram nosso almoco!!! Rsrs.






Que dias lindos que sol, a foto da fonte esta linda tbem brilhante.
ResponderExcluirComprei uma mini Pieta' e depois tive que carrega-la em maos para
ResponderExcluirnao quebrar ......... que mico !!!!!!!!! mas ela e' linda !!